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Exercício de digitação: "A Arrabida" Rodrigo da Fonseca Magalhães

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Texto completo para praticar

Exercício de digitação: "A Arrabida" Rodrigo da Fonseca Magalhães

feche e comece a digitar
Belo ermo! eu hei-de amar-te, em quanto esta alma, Aspirando o futuro além da vida, E um hálito dos céus, gemer, atada Á columna do exílio, a que se chama, Em língua vil e mentirosa, o mundo. Eu hei-de amar-te, oh valle, como um filho Dos sonhos meus. A imagem do deserto Guardá-la-ei no coração, bem junto Com minha fé, meu único tesouro. Qual pomposo jardim de verme illustre, Chamado rei ou nobre, há-de comtigo Comparar-se, oh deserto? - Aqui não cresce Em vaso de alabastro a flor captiva, Ou árvore educada, por mão do homem, Que lhe diga: és escrava: e erga um ferro, E lhe decepou os troncos. Como é livre A vaga do oceano, é livre no ermo A bonina rasteira, e o freixo altivo: Não lhes diz: nasce aqui, ou lá não cresças: Humana voz. Se baqueou o freixo, Deus o mandou; se a flor pendida murcha, É que o rocio não desceu de noite, E da vida o Senhor lhe nega a vida. Céu livre, terra livre, é livre a mente, Paz íntima, e saudade, mas saudade Que não doí, que não mirra, e que consola São as riquezas do ermo, onde sorriem Das procellas do mundo os que o deixaram. Ah, na branda encosta, ontem de noite, Almejava por entre as azinheiras Do solitário a habitação tranquilla: E eu vagueei por lá: patente estava O pobre albergue do eremita humilde, Onde jazia o filho da esperança, Sob as asas de Deus, à luz dos astros, Em leito, duro sim, não de remorsos, Oh, com quanto sossego o bom do velho Dormia! - A leve aragem lhe ondeava As raras cães na fronte, onde se lia A bela história de passados anos. De alto choupo através passava um raio Da lua - astro de paz, astro que chama Os olhos para o céu, e a Deus a mente - E em luz pallida as faces lhe banhava: E talvez neste raio o Pai celeste Da pátria eterna lhe enviava a imagem, Que o sorriso dos lábios lhe fugia, Como se um sonho de ventura e glória Na terra de antemão o consolasse. E eu comparei o solitário obscuro Ao inquieto filho das cidades; Comparei o deserto silencioso Ao perpétuo ruído que sussurra Pelos palácios do abastado e nobre, Pelos paços dos reis; e condói-me Do cortesão soberbo, que só cura De honras, haveres, glória, que se compram Com maldições e perennial remorso. Glória! - A sua qual é? - Pelas campinas, Cobertas de cadáveres, regadas De negro sangue, ele cegou seus louros; Louros que vão cingir-lhe a fronte altiva, Ao som do choro da viúva, e do orphan; Ou, dos sustos senhor, em seu delírio, Os homens - seus irmãos - flagella e opprime. Lá o filho do pó se julga um nume, Porque a terra o adorou: o desgraçado Pensa, talvez, que o verme dos sepulcros Nunca se há-de chegar, para tragá-lo, Ao banquete da morte, imaginando Que uma laje de mármore, que esconde O cadáver do grande, é mais durável Do que esse chão sem inscrição, sem nome, Por onde o oppresso, o mísero, procura O repouso, e se atira aos pés do throno Do Omnipotente, a demandar justiça Contra os fortes do mundo - os seus tyrannos.
 
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